quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Time elapsed videos to Zabadal Brushes Series for Gimp

A sketch that simulates the woodcut engraving with Zabadal Woodcut Brushes for Gimp, by Americo, 2012.
A sketch that simulates the woodcut engraving with Zabadal Woodcut Brushes for Gimp, by Americo, 2012.
This article is about the L'ubomir Zabadal Brushes recently released on Forks.
The series of videos are the samples of different brushes, litographic, drypoint, red chalk, round and woodcut. The last video is about the Woodcut technique on computer with a small tutorial about my approach. The videos are only audio in Portuguese but soon I'll write the English captions!

The complete Brush series for Gimp of L'ubomir Zabadal you can download here:
http://forks-and-drills.googlecode.com/files/zabadal-brushes.zip

You can read also the last article about the series in: http://forksanddrills.blogspot.com/2012/12/zabadal-brushes-for-forks-and-drills.html, but only in Portuguese, sorry :)

Drypoint is a printmaking technique of the intaglio family, in which an image is incised into a plate (or "matrix") with a hard-pointed "needle" of sharp metal or diamond point.
Movie about the brushes for Drypoint Etching Technique on computer.
Traditionally the plate was copper, but now acetate, zinc, or plexiglas are also commonly used. Like etching, drypoint is easier for an artist trained in drawing to master than engraving, as the technique of using the needle is closer to using a pencil than the engraver's burin. [From Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Drypoint]

Lithography (from Greek λίθος - lithos, 'stone' + γράφειν - graphein, 'to write') is a method for printing using a stone (lithographic limestone) or a metal plate with a completely smooth surface.
Movie with samples and strokes of the Litographic Brushes.
Invented in 1796 by German author and actor Alois Senefelder as a cheap method of publishing theatrical works, lithography can be used to print text or artwork onto paper or other suitable material. [From Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Drypoint]
Still life by L'ubomir Zabadal with his litographic brush.
Still life by L'ubomir Zabadal with his litographic brush.
See also, an interesting video about this technique: http://www.youtube.com/watch?v=JHw5_1Hopsc

Sanguine or Red Chalk is chalk of a reddish-brown colour, so called because it resembles the colour of dried blood.
Movie with samples and strokes of the Red Chalk Brushes.
It has been popular for centuries for drawing (where white chalk only works on coloured paper), and the term also describes a drawing done in sanguine. The word comes via French from the Italian sanguigna. [From Wikipedia]

Round Brushes - I think useful to talk a bit about the round brushes... many digital artists use the round brushes in their works.
Movie with samples and strokes of the Round Brushes.
I've found some videos that for me is very useful to understand how to use the round brushes on digital painting.

The first video is how the ilustrator, Darkeen, uses this brush for a classical work:
http://enliighten.com/blog/painting-fur-with-only-the-round-brush/
or directly on vimeo:
http://vimeo.com/43781166

Another reference very interesting is in a discussion thread on conceptart.org, a bit dated but is very useful. Some tips we need to make the modifications for Gimp e perhaps also to Mypaint. The link is here:
http://conceptart.org/forums/showthread.php?133092-Digital-painting-Soft-edge-brush-vs-hard-edge-brush

Woodcut -- occasionally known as xylography -- is a relief printing artistic technique in printmaking in which an image is carved into the surface of a block of wood, with the printing parts remaining level with the surface while the non-printing parts are removed, typically with gouges. [From Wikipedia]
Movie with a short tutorial how to you can use the Woodcut Brushes.
Woodcut by L'ubomir Zabadal made with his woodcut series brushes.
Woodcut by L'ubomir Zabadal made with his woodcut series brushes.
Woodcut Still Life made by L'ubomir Zabadal with his woodcut series brushes.
Woodcut Still Life made by L'ubomir Zabadal with his woodcut series brushes.
Americo Gobbo Xilo Pack Brushes for Gimp:
http://forks-and-drills.googlecode.com/files/xilo-complete.zip

An article that I wrote about Xilo on my blog (Portuguese language):
http://americogobbo.blogspot.com/2012/04/xilogravura-digital-algumas-anotacoes.html

An old video that I made with my xilo brushes you can see here:
http://www.youtube.com/watch?v=XoJxgUkorTY

Some old references of my experimental works made with Zabadal Brushes:
http://forksanddrills.blogspot.com/2012/09/gimp-zabadal-brushes-and-mouse.html

Comentários e dúvidas
Sintam-se a vontade para deixar opiniões, comentários e dúvidas!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Zabadal Brushes for Forks And Drills

O L'ubomir Zabadal disponibilizou para as resources do Forks And Drills sua coleção de pinceis para o Gimp. Estes pinceis são ótimas oportunidades de conhecer algumas das técnicas de pintura e gravura clássicas.
Trabalho realizado com a serie Red Chalk somente com o Mouse.
Trabalho realizado com a serie Red Chalk somente com o mouse.
Seus pinceis foram feitos, como os meus, para serem usados também com um simples mouse... claramente que se vocês os usarem com uma tablet gráfica, estes vão ficar muito mais interessantes e flexíveis ao uso. Publiquei já alguns trabalhos com estes pinceis:
http://forksanddrills.blogspot.com/2012/09/gimp-zabadal-brushes-and-mouse.html, aonde usei tão somente o mouse.

A seguir publico o excerto do texto de apresentação no license.txt do Pack do L'ubomir, aonde ele explica um pouco como estes pinceis funcionam... em breve eu estarei fazendo um vídeo da série do Zabadal com amostras dos pinceis em jpeghttp://forksanddrills.blogspot.com/2012/12/time-elapsed-videos-to-zabadal-brushes.html

Zababal Brushes Pack for Forks And Drills
Brush set for Gimp 2012

Author: Œubomír Zabadal [http://www.kvtv.pf.ukf.sk/o-katedre?id=44]
The series is supposed to simulate traditional painting and graphics techniques such as woodcut, litography, red chalk, drypoint, ink drawing. The brushes are designed for painting using a mouse. For the woodcut brushes, no dynamics are used. For red chalk brushes, we recommend changing the intensity using a combination of Air brush tool and the Flow function, for Round Brush, we recommend using a table and the Size dynamics.


O pack do Zabadal é formado pelas seguintes cinco series de pinceis:
  1. Forks | Drypoint Series
  2. Forks | Litographic Chalk Series
  3. Forks | Red Chalk Series
  4. Forks | Round Brush Series
  5. Forks | Woodcut Series
O link para o Pack está aqui:
http://forks-and-drills.googlecode.com/files/zabadal-brushes.zip

Instalação no Gimp
Para instalar vocês podem usar as dicas que apresentei algum tempo atrás neste post:
http://forksanddrills.blogspot.com/2012/05/um-metodo-para-administra-os-pinceis-no.html

São super bem vindos comentários, opiniões e dúvidas... bom divertimento com estes novos pinceis!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Panorâmica sobre as Dinâmicas de pintura no Gimp 2.8

Um esquema dos paineis no Gimp 2.8.
Esquema de um painel com as abas das Dinâmicas de pintura e Definições de ferramentas.
As "Dinâmicas de Pintura" [Paint Dynamics] e as "Definições de Ferramentas" [Tool Presets] do Gimp 2.8 no seu conjunto são instrumentos maravilhosos para a pintura digital em especial. Exemplificar todo este potencial através de simples exemplos é uma tarefa muito árdua, complexa e extensa. Neste tutorial, por sinal bem longo, tentarei explicar como podemos usa-las nos melhores dos modos.

1.1 - Modos de conceber e usarmos as Dinâmicas de pintura
Com relação às "dinâmicas", acredito que existam dois modos possíveis de usá-las, o primeiro e o mais comum é pensá-las como uma especie de "preset" ou "definição de ferramenta". Nestes casos a "dinâmica" é ligada a uma "definição de ferramenta" [Tool Preset].
O outro modo é aquele, que parecem seguir os desenvolvedores do Gimp, na qual as dinâmicas são uma especie de comportamento geral e sendo assim possível aplicá-las a muitos tipos de ferramentas. Por exemplo, podemos imaginar dinâmicas que emulem técnicas pictóricas que serão usadas ou ligadas indistintamente a diferentes tipos de ferramentas (lápis, lápis de cor, óleo, aquarela, sumiê, tipos de pinceis, xilo, etc).
Este principio de construção apoiado no conceito de técnica e/ou de ferramenta para pintura ou desenho, parece ser aquele mais interessante ao meu ver... pois uma dada técnica não implica necessariamente numa ferramenta especifica. Por exemplo, não é o uso do pincel de tipo sumi-ê que dirá que a técnica resultante o será!

Listas default das Dinâmicas de pintura no Gimp 2.8
Listas default das Dinâmicas de pintura no Gimp 2.8.

O elenco default de Dinâmicas de pintura no Gimp 2.8, é bem pequeno e podemos observar que algumas destas dinâmicas estão já orientadas para algumas técnicas e/ou conceitos usados na pintura e desenho. Usar dinâmicas  como se fossem "Definições de ferramentas" [Tool Presets], podem gerar um grande numero destas e as vezes simples duplicatas somente pela necessidade de ligá-las a uma especifica definição de ferramenta [Tool Preset].

Nas versões 2.6.x do Gimp era possível ter a "Dinamica de Pintura" incorporada na "Definição de ferramenta" [Tool Preset], já no Gimp 2.8 isto não é mais possível.
No Gimp 2.6.x as funções de dinâmica de pintura eram também muito mais simples e bem menos sofisticadas e complexas que as das atuais dinâmicas do Gimp 2.8.
Atualmente temos dois tipos de arquivos: um para as "Definições de ferramentas" [Tool Presets], o arquivo tipo .gtp (contidos na pasta .gimp-2.8/tool-presets) e outro para as dinâmicas, o arquivo tipo .gdyn (contidos na pasta .gimp-2.8/dynamics). Isto implica que para cada "Definição de Ferramenta" criada e que necessite uma dinâmica, mesmo que levemente modificada, vai ser necessário criar um novo arquivo do tipo .gdyn.


Screenshot demonstrando o processo de filtragem pelas etiquetas.
Screenshots em sucessão para mostra o processo de filtragem através das etiquetas.
De qualquer forma, com a nova função das etiquetas ou tags, o fato de termos um grande numero de itens na lista de "Definições de ferramentas" ou em outras instâncias, como naquelas dos pinceis, por exemplo, torna o trabalho de seleção bastante fácil e simples... o importante é entender como classificar ferramentas e outros recursos do Gimp em modo prático e eficiente e prático. Eu pessoalmente prefiro pensar que quanto menos e mais focado forem as ferramentas e recursos mais simples será o workflow. Na verdade temos que trabalhar com as ferramentas e os recursos delas e não tanto passar o tempo em  atividades de procura ou seleção destas!

Para entender bem a função das etiquetas eu recomendo o artigo já publicado:
http://forksanddrills.blogspot.com/2012/08/howto-das-etiquetas-ou-tags-no-gimp-28.html
Seguirá um artigo sobre todas a instâncias das dinâmicas de pintura... que faltam algumas imagens para poder publica-lo. De qualquer modo este artigo é uma panorâmica teórica e como as dinâmicas vão pensadas e usadas segundo a minha opinião.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

How to do a RGB Safe Palette for CMYK process

Este é um rápido vídeo sobre como vocês podem construir sem complicações uma RGB Safe Palette para a impressão em CMYK. O vídeo está com anotações em inglês mas vocês não terão dificuldade em acompanhar o processo.

É importante entender que estes procedimentos são indicados naqueles casos aonde tenhamos uma gama de cor muito reduzida e/ou grandes áreas de tinta planas. Neste sentido é importante ter certeza da cor que iremos trabalhar para não termos desagradáveis surpresas. Mas nos casos aonde as ilustrações contenham uma grande quantidade de cores e poucas áreas de tintas planas... tais cuidados podem serem considerados desnecessários.

Eu normalmente trabalho sempre a partir de uma paleta de cores para os meus trabalhos... principalmente em se tratando de séries de imagens. Neste caso ter uma paleta de cores de referencia é sempre útil... e se esta é segura do ponto de vista da impressão em CMYK, melhor ainda.
Claramente se as imagens são finalizadas para a web, um vídeo, um vídeo-jogo a coisa muda, pois nestes casos podemos claramente trabalhar diretamente em formato sRGB convencional. Por exemplo o Mypaint e o Gimp já trabalham de default em formato sRGB.

O método que proponho é correto, mas não proporciona em certos casos uma boa aproximação entre a cor em RGB e aquele CMYK... ou seja, em casos aonde o RGB esteja fora do gamut do CMYK a correção vai para o valor RGB mais próximo .. isto as vezes coincide com um grande salto na cor e/ou na luminosidade. Estarei em breve imaginando um método aonde possa criar uma paleta aonde estes saltos sejam mínimos (leia a nota a seguir).

Nota importante:
No artigo anterior Guillermo Espertino me recomendou um outro método de controle para estas tarefas... coloco o excerto do comentário que ele me fez no google+ sobre esta matéria:
Hi. Nice walkthrough!
I'm a little bit confused about the CMYK part, though. I think you made it too complicated and there's an easier way that the roundtrip conversion you used.
You can use the print simulation option in the color management properties and pick the colors using the picker in the color panel (not the one in the toolbox, the one in the color panel that picks the corrected colors).
Estarei verificando esta nova possibilidade com ele e farei um post sobre o assunto tão logo tenhamos chegado a uma conclusão.
Vídeo do processo de criação de paletas de cores RGB para o CMYK.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Gimp 2.8 and Mypaint 1.0 Workflow

Ilustração terminada e intitulada "Indice", medindo cerca 42 x 11 cm de altura.
Fig. 1 - Ilustração terminada e intitulada "Indice", medindo cerca 42 x 11 cm de altura.
Terminei o processo de integração no meu fluxo de trabalho entre o Gimp e o Mypaint. Anteriormente não tinha tido a oportunidade real de colocar certas ideias e recursos ainda em pratica... finalmente consegui fazer isto para uma serie de ilustrações que realizei recentemente para um anuário de ONGs e empresas que atuam na formação e divulgação das novas tecnologias e da internet em geral.
Antes de explicar como fiz isto eu vou falar um pouco sobre como construir uma paleta de cores RGB segura para a quadricromia, pois acredito que seja muito importante trabalhar com cores seguras, principalmente se você tem grandes massas de cores planas nas ilustrações.

Construindo uma paleta RGB safe para o CMYK
Para construir paletas seguras a partir de RGBs o processo mais prático que encontrei é o seguinte:
  1. Criar uma imagem com a gama de cores no Gimp... pinceladas de cores planas segundo as nossas necessidades e gostos :)
  2. A seguir transforma-la em CMYK no Gimp através do plugin +Separate. No Linux você pode instalar o pacote chamado "gimp-plugin-registry", que instala direitinho o plugin +Separate. Na janela de dialogo do +Separate, você tem que colocar um perfil para o RGB e outro para o CMYK, eu normalmente eu uso estes da Fig. 3 abaixo (para isto é necessário instalar o pacote de perfis icc).
  3. O arquivo CMYK precedente, gerado pelo plugin +Separate vai novamente transformado em RGB, para isto basta salva-lo em formato .png ou jpg, veja a Fig. 4 resultante. Deste modo iremos gerar uma imagem com cores RGB seguras do ponto de vista do CMYK. Atenção, precisa estar clicada a opção "Make CMYK pseudo-composite na janela de dialogo do +Separate.
  4. Finalmente este arquivo está pronto para gerar uma paleta usando as funções de importação da aba Paleta Cores do Gimp, veja a Fig. 5.
Fig. 2 - Paleta cores feita com valores de tinta RGB.
Fig. 2 - Paleta cores feita com valores de tinta RGB.
Fig. 3 - Preferencias do perfil para RGB e CMYK que usei para criar a paleta cores segura do ponto de vista do CMYK.
Fig. 3 - Preferencias do perfil para RGB e CMYK que usei para criar a paleta cores
segura do ponto de vista do CMYK.
Fig. 4 - Paleta cores passa pelo Separate do Gimp, usando as preferencias da Fig 3, e novamente salvada como jpg ou png para converte-la novamente em formato RGB.
Fig. 4 - Paleta cores passa pelo Separate do Gimp, usando as preferencias da Fig 3, e novamente
salvada como .jpg ou .png para converte-la novamente em formato RGB.
Fig. 5 - Janela de dialogo das funçoes de importação de paleta cores. Neste caso usei a imagem final para importar e criar uma nova paleta de cores no Gimp.
Fig. 5 - Janela de dialogo das funções de importação de paleta cores. Neste caso
usei a imagem final para importar e criar uma nova paleta de cores no Gimp.
O CMYK é um espectro de cores que tem uma intersecção com espectro do RGB. Isto implica que muitas das cores do RGB não tem um seu correspectivo no CMYK e vice-versa. É por causa disto, que se vocês compararem as Fig. 2 e Fig. 4 notarão que os valores de luminosidade ou saturação de muitas das cores foram modificados neste processo.
O triangulo em amarelo é a gama tipica do RGB e area contornada em azul é tipicamente a gama do CMYK.
O triangulo em amarelo é a gama tipica do RGB e area contornada
em azul é tipicamente a gama do CMYK. [JISC Digital Media]
Na verdade não existe um modo de construir uma paleta de cores que se correspondam exatamente entre RGB e CMYK e principalmente se falamos do modelo no offset, podemos no máximo ter uma boa aproximação ou similares, o CMYK é um modelo que trabalha com cores primárias subtrativas e faz isto através de tintas (Ciano, Magenta, Amarelo e Preto) e retículas de pontos. O modelo é bom, mas não consegue gerar a mesma quantidade de cores e com a luminosidade que o método RGB é capaz. Mais pra frente tentarei escrever os vários usos do esquema CMYK em diferentes dispositivos, p.e., impressoras a jato de tinta, impressoras a laser a cor, fotografia colorida, slides e finalmente o processo de impressão offset em quadricromia.
A comparação entre os espaços de cor do RGB e CMYK. [Wikimedia]
Referências

Color Space
[http://en.wikipedia.org/wiki/Color_space]

Colour Management in Practice
[http://www.jiscdigitalmedia.ac.uk/stillimages/advice/colour-management-in-practice]


Integração do Mypaint com o GimpAnteriormente eu trabalhava integralmente no Gimp para realizar minhas ilustrações e usava exclusivamente o Mypaint para esboçar os traços e construir a composição da imagem. Desta vez eu fiz esboços feitos à lápis, os digitalizei colocando-os em um arquivo .ora do Mypaint. Neste meu processo o Gimp foi usado somente para modificar, corrigir as cores, cortar e mover conteúdos do arquivo do Mypaint.

Construindo o template do arquivo de Mypaint no Gimp 2.8
A versão 1.0 do Mypaint tem a possibilidade de trabalhar com frames para enquadrar a dimensão da imagem em pixels. Isto ajuda bastante a focar o trabalho final das ilustrações, mas a partir da versão 1.1 teremos a possibilidade de setar a imagem (além de pixels) em mm, cm, polegadas, com a resolução em ppi, isto facilitará todo o processo sem precisar do Gimp para impostar o arquivo .ora como aqueles que realizei para iniciar cada umas das minhas ilustrações.
As imagens de partida feitas no Gimp, foram criadas diretamente em milímetros e com 300 ppi (300 pixels por polegadas). Um exemplo do esquema que usei pode ser visto na Fig. 6, logo abaixo.
Organização das camadas para o formato .ora e promover o melhor workflow de trabalho no Mypaint.
Fig. 6 - Organização das camadas para o formato .ora e promover o melhor workflow de trabalho no Mypaint.
As camadas que criei para este processo são:
  • marks - marcas das bordas realizadas com guias e um pincel vbr bem nítido de 3 pixels cerca.
  • palette - paleta de cores como camada para facilitar o processo de integração de pintura entre Gimp e Mypaint.
  • rough - base inicial do meu esboço de primeiro plano e composição geral. Para facilitar o reconhecimento da camada eu apliquei um 'Colorize' (Menu: Colors > Colorize) e reduzi a opacidade com a aplicação do modo 'Multiply'.
  • sfondo - desenho sucessivo para integrar o fundo do desenho da camada anterior. Aqui também apliquei um 'Colorize', mas de cor diferente e abaixei a opacidade para uma camada inferior ao daquela anterior.
  • fundo - camada branca de suporte geral.
Em geral as camadas essenciais para este processo na minha opinião são aquelas do Marks, Rough e Fundo.
Ilustração do esquema da Fig. 5 finalizada.
Fig.7 - Ilustração do esquema da Fig. 5 finalizada.
Conclusões finais
Neste processo de integração acabei utilizando Mypaint para desenhar e colorir e o Gimp para mudar, transformar/mover figuras e corrigir as cores/contraste das ilustrações.
O Mypaint se demonstrou extremamente estável mesmo com arquivos a 300 ppi em formato A3 com mais de vinte camadas. O trabalho no Mypaint foi ótimo do ponto de vista da execução e do controle nos detalhes. De fato no Mypaint é possível zoomar e rodar o canvas sem girar efetivamente os pixels e portanto não comprometendo a qualidade da imagem... no Gimp toda vez que rodamos a imagem isto um pouco vai degradando a imagem.
A maior dificuldade que enfrentei no Mypaint, foi principalmente no dimensionamento dos traços... visto que nele os pinceis são medidos numa escala logarítmica sem muita praticidade para aos fins do desenho de arte final... além do fato que a dimensão do pincel é relativa ao raio e não ao seu diâmetro.

Está nos meus planos criar um set de pinceis para o Mypaint somente para o desenho de base e inking aonde os projetarei para ter medidas referidas em milímetros, p.e., 0.1, 0.2, 0.5, 0.7 e 1.0, principalmente.

Ilustrações finalizadas
Para quem quiser ver todo o trabalho destas ilustrações finalizado, podem encontra-lo neste post no meu blog pessoal:
[http://americogobbo.blogspot.com/2012/12/ilustracoes-recentes-anuario-arede.html]

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Organizando métodos de trabalho com paineis e abas no Gimp 2.8

PAINEIS E ABAS NO GIMP 2.8
Com as novidades para a pintura digital da nova versão do Gimp, são necessárias algumas alterações nos fluxos de trabalho que tinhamos nos acostumado com a versão 2.6.x.
A interface do Gimp desde do inicio foi orientada à possibilidade de conter diferentes paineis e janelas soltas... Ao meu ver, isto não é ruim, principalmente se trabalhamos com mais de 1 monitor.
A possibilidade de compor paineis com diferentes tipos de abas é bem consolidada na história do Gimp e isto faz com o programa seja bem adaptável a praticamente todo tipo de fluxo, para fotografia profissional, web design e a pintura digital.

Na minha opinião, de usuário do gimp, acho que composição e posição dos paineis são frutos de escolhas bem pessoais e em função das ferramentas e fluxos próprios do nosso tipo de trabalho, de como programamos os atalhos do teclado e por final se você utilizava um outro software, como Photoshop e neste sentido tenta recompor a mesma situação no Gimp.

Dito isto, acho interessante conhecer bem como os paineis são criados e como podemos mudar as abas de um painel a outro. Com um pouco de treino e a leitura do manual [http://docs.gimp.org/en/gimp-concepts-docks.html] do Gimp todos vocês serão capazes de criar as suas próprias soluções!

No Gimp 2.8, como todos vocês já conhecem, foram introduzidas muitas novidades, falando de pintura digital temos principalmente a articulada função das "dinâmicas de pintura". Para melhorar o entendimento das funções inerentes as "dinâmicas de pintura" proponho um painel diferente do default do Gimp. Essencialmente se trata de um unico painel que contem as abas essenciais para a navegação, criação e manutenção de todas instâncias comuns às "dinâmicas de pintura" e às "definições de ferramentas" [Tool Presets] no Gimp.

Esta versão de painel com as abas das "dinamicas" e  das "definições de ferramentas" [Tool Presets] tem como objetivo o de exemplificar e demonstrar o processo de funcionamento das "dinâmicas de pintura" e das "definições de ferramentas [Tool Presets] no modo mais linear possivel.
Tool Box com aba de pinceis tambem.
Tool Box com aba de pinceis tambem.
Painel com abas relativas as dinâmicas em modo mais linear para a compreensão e uso destas funções.
Painel com abas relativas as dinâmicas em modo mais linear para a compreensão e uso destas funções.
Para entender melhor estes processos nada mais justo que adotar soluções de outros usuários. Eu conheço algumas destas soluções, como por exemplo aquela do Mozart Couto, recentemente disponibilizada no seu blog:
[http://blogdodesenhador.blogspot.com.br/2012/12/gimp-use-uma-interface-mais-amigavel.html]

ou aquela do Ramón Miranda que está inserida dentro do GPS 2.0 [http://www.ramonmiranda.com/2012/07/workspace-en-gimp-para-pintura-digital.html].

Aqui também estou disponibilizando a solução dos paineis e abas do Gimp que uso normalmente:
[http://forks-and-drills.googlecode.com/files/abas-gimp-forks.zip]

Como instalar
Para instalar a solução dos paineis e abas o Gimp deve estar fechado:
  1. Depois, ir na pasta da tua home\.gimp-2.8 (no Linux, usar atalho Ctrl + h, para ver arquivos e pastas escondidas) ou c:\documents and settings\.gimp-2.8 (no Windows). Procurar e renominar o arquivo 'sessionrc' para 'sessionrc-bak' (por exemplo).
  2. Logo a seguir copie o arquivo 'sessionrc' do arquivo zip.
  3. Reinicie o Gimp e a nova configuração de paineis e abas vai já estar ativa.
A explicação de como instalar está dentro também do arquivo zip que contém o arquivo 'sessionrc'.

Ulteriores dicas
Outras opções bem práticas e usuais para trabalhar com os paineis e menus no Gimp podem ser também:
  • Usar a tecla "tab" para acessar e esconder paneis;
  • Usar o menu flutuante;
  • F11 para haver fullscreen.

Referências
[Paineis e abas do Gimp]
http://docs.gimp.org/en/gimp-concepts-docks.html

[Some features]
http://libregraphicsworld.org/blog/entry/hands-on-gimp-2-7-2-review

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Gimp Painter 2.8 Current Status

Vasculhando no twitter do Revoy acabei descobrindo este video sobre o in progress do Gimp Painter 2.8 com a integração dos motor de pinceis do Mypaint. Eu achei muito promissor o pacote e não vejo a hora da disponibilização para termos esta maravilha para a pintura digital... principalmente a integração dos pinceis do Mypaint e da possibilidade de trabalhar pinceis com texturas já incorporadas.



Outra coisa super importante é a rotação do canvas como já acontece no Mypaint... vocês podem ver neste vídeo:

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